Durante a reunião do Grupo de Acompanhamento do Contrato de Gestão (GACG) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará (CBH do Rio Pará), realizada na última quarta-feira (11), a Agência Peixe Vivo apresentou detalhes da aplicação dos recursos financeiros do Comitê. Só no ano passado, o CBH investiu R$ 4,67 milhões, incluindo despesas de custeio e investimentos em programas e ações no território.
Os membros do GACG também fizeram a eleição do novo coordenador do grupo. Marcelo da Fonseca, representante do Sindicato dos Produtores Rurais de Cláudio, vai ocupar o cargo, que até o ano passado era de Túlio de Sá, ex-presidente do CBH do Rio Pará. “Estou muito feliz em ocupar este cargo, sei da importância do GACG e, junto dos demais membros, espero continuar trabalhando para ajudar a melhorar ainda mais as ações do Comitê”, destacou Marcelo.
Inadimplência preocupa
Na reunião, a Agência Peixe Vivo detalhou, aos membros do GACG, a situação da arrecadação e dos investimentos feitos pelo Comitê. Em 2025, o CBH do Rio Pará recebeu do IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) R$ 5,6 milhões, oriundos da Cobrança pelo uso dos recursos hídricos. “É importante destacar que a inadimplência no pagamento da Cobrança ainda nos preocupa bastante. Em 2025, a inadimplência ficou em torno de 40%, por isso já há algum tempo temos buscado soluções para que isso não atrapalhe o trabalho do Comitê, já que a inadimplência pode até inviabilizar que a gente consiga executar as ações previstas”, pontuou Ohany Ferreira, Gerente de Integração da Agência Peixe Vivo.
Os membros do GACG também discutiram a execução do Plano Orçamentário Anual (POA) e do Plano Plurianual de Aplicação (PPA), de 2025. Entre os investimentos que se destacaram, no ano passado, está a elaboração do Projeto de Mapeamento de Navegabilidade do Rio Pará. O Comitê aplicou cerca de R$ 570 mil no levantamento, que percorreu cerca de 300km, desde a nascente até a foz do Rio Pará, para coletar dados sobre a navegabilidade e a qualidade de água.

Além disso, em 2025 o CBH investiu cerca de R$ 2,5 milhões na execução das obras do Programa de Conservação Ambiental e Produção de Água. Com isso, o Comitê conseguiu finalizar as intervenções nas microbacias beneficiadas em Cláudio, no Alto Pará, e em Carmo do Cajuru, no Médio. No Baixo Pará, as ações do programa em Pompéu seguem em andamento.
Entre as expectativas para 2026 está o avanço das obras do Programa de Saneamento Rural. Nesta primeira etapa, sete comunidades foram contempladas. Devem ser investidos cerca de R$ 2 milhões, para beneficiar 50 famílias por localidade, totalizando 350 famílias ao longo das comunidades selecionadas.
As vagas foram distribuídas entre todas as regiões fisiográficas da bacia. No Alto Rio Pará, as intervenções ocorrerão nos povoados de Cajuru e Jacarandira, em Resende Costa, e na comunidade dos Custódios, em Cláudio. No Médio Pará, os investimentos contemplarão Branquinhos, na zona rural de Divinópolis, além de Bom Jesus de Angicos, Jacarandá e Olhos d’Água de Angicos, localidades de Carmo de Cajuru. Já no Alto Rio Pará, o CBH escolheu a aldeia Kaxixó, em Martinho Campos, e o PA Antônio Veloso, em Pompéu.
Assessoria de Comunicação do CBH do Rio Pará:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Henrique Ribeiro
*Foto: Leo Boi
