A degradação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), os processos erosivos, o assoreamento dos cursos d’água e a perda de cobertura vegetal estão entre os principais desafios enfrentados na Bacia do Rio Pará. Para contribuir com a reversão desse cenário, um projeto de recuperação ambiental que prevê investimentos de R$ 40 milhões começa a dar seus primeiros passos na região.
Nesta quinta-feira (2 de julho), membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará (CBH do Rio Pará) e da Agência Peixe Vivo se reuniram com representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) de forma virtual para dar início aos trabalhos para a implementação da iniciativa.
O projeto contempla os municípios de Passa Tempo, Carmo da Mata, Itaguara, Carmópolis de Minas, Cláudio e Piracema e tem como objetivo promover a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) degradadas, além da implantação de práticas de conservação do solo. As ações buscam reduzir processos erosivos, minimizar o assoreamento dos rios, favorecer a infiltração da água no solo e fortalecer a produção hídrica da bacia.
A iniciativa foi desenvolvida pelo MMA em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro, detalhada por consultoria contratada pela Axia Energia e aprovada pelo Comitê Gestor do Programa de Revitalização de Recursos Hídricos da Eletrobrás (Axia Energia).
Mais do que um investimento em recuperação ambiental, o projeto representa uma resposta a desafios que vêm sendo acompanhados pelo Comitê há anos. Ao longo da bacia, a retirada da vegetação nativa, a ocupação inadequada do solo e o avanço da erosão têm comprometido importantes áreas produtoras de água, reduzindo a capacidade natural dos ecossistemas de regular o ciclo hidrológico e aumentando a vulnerabilidade dos cursos d’água.
Para o presidente do CBH do Rio Pará, José Hermano Franco, atuar sobre essas causas é essencial para garantir um futuro mais sustentável para a bacia. “Quem acompanha o Rio Pará sabe que nossos desafios não são recentes. A degradação das margens, a perda da cobertura vegetal e o assoreamento afetam diretamente a quantidade e a qualidade da água disponível. Recuperar essas áreas significa investir na produção de água, na conservação do solo e na proteção dos rios. Esse projeto reúne planejamento, recursos e cooperação institucional para enfrentar problemas históricos da nossa bacia.”

Segundo José Hermano, o sucesso da iniciativa dependerá da atuação integrada entre os diversos parceiros envolvidos e da participação dos municípios contemplados. “A recuperação ambiental exige um esforço coletivo. Comitê, órgãos públicos, instituições parceiras e produtores rurais têm um papel fundamental para que as ações gerem resultados permanentes. O mais importante é que esse investimento deixa um legado para a bacia, fortalecendo a segurança hídrica e beneficiando as futuras gerações.”
A reunião realizada nesta quinta-feira deu início a um ciclo de encontros técnicos que irá definir a governança do projeto, oficializar um grupo de trabalho e detalhar os serviços que serão contratados para sua execução. A expectativa é que, concluída essa etapa, as intervenções comecem a ser implantadas nos municípios participantes, contribuindo para a recuperação de áreas estratégicas para a conservação dos recursos hídricos do Rio Pará.
Assessoria de Comunicação do CBH do Rio Pará:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Luiza Baggio
*Fotos: Léo Boi
