Seminário reúne diferentes olhares sobre as bacias hidrográficas e a ecologia integral no Alto São Francisco

21/09/2026 - 11:50

O 1º Seminário do Coletivo pela Ecologia Integral das Bacias Hidrográficas do Alto São Francisco reuniu, no último sábado (19) e domingo (20), representantes de instituições ambientais, religiosas, sociais e de gestão das águas em Sete Lagoas (MG). Realizado na Gruta Rei do Mato e na Serra de Santa Helena, o encontro promoveu debates sobre território, cultura, conservação ambiental, recursos hídricos e responsabilidade coletiva no cuidado com a natureza.


O seminário foi uma realização da Diocese de Sete Lagoas, por meio da Cáritas Diocesana, do Núcleo Eclesial de Ecologia Integral e da Comissão Episcopal para a Ecologia Integral e Mineração da CNBB Leste 2, em parceria com os Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Pará e das Velhas, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato, a Urbanes Parques e outras instituições.

A programação do primeiro dia teve início com a Oficina Memória das Águas, conduzida pela cantora e violonista Sol Bueno. A atividade propôs uma dinâmica de resgate de memórias relacionadas às águas, estimulando os participantes a refletirem sobre pessoas, lugares e experiências que fazem parte de sua relação com os rios e seus territórios.

Na sequência, os debates foram organizados em cinco painéis. Pela manhã, os temas passaram pela relação entre território, pertencimento e direito cultural e pela compreensão do rio como sujeito de direitos. As discussões abordaram a dimensão social e cultural das bacias hidrográficas, considerando que os rios estão relacionados aos modos de vida, às memórias, às comunidades e às manifestações culturais dos territórios.

O CBH do Rio Pará participou da programação com seu presidente, José Hermano Franco, que integrou a mesa de abertura e foi um dos palestrantes do segundo painel. O secretário do Comitê, José Augusto Dutra Bueno, também participou da programação, no painel sobre território, pertencimento e direito cultural. Já o CBH Rio das Velhas esteve representado pelo presidente Valter Vilela Cunha, que integrou a mesa de abertura, e pela secretária-adjunta Poliana Valgas, que também participou das discussões.

Ainda durante a manhã, o Grupo Cantadeiras do Souza, de Jequitibá, apresentou cantos tradicionais ligados à cultura popular e ao catolicismo. No espaço externo ao auditório, os participantes puderam visitar exposições de artesanato, gastronomia e materiais educativos, entre eles uma exposição dos Comitês das Bacias Hidrográficas dos rios Pará e Velhas, acompanhada de atividades de monitoria e um quiz sobre as bacias.

No período da tarde, a programação abordou experiências relacionadas à conservação dos recursos hídricos, às unidades de conservação e à recuperação ambiental. Entre os temas estiveram tecnologias sociais voltadas à conservação da água e do solo, como as barraginhas e os lagos de múltiplo uso, além do papel das unidades de conservação e do Programa de Regularização Ambiental (PRA) na recuperação e proteção dos territórios.

O quarto painel reuniu representantes do Instituto Estadual de Florestas (IEF), com discussões sobre a atuação das unidades de conservação e a relação entre conservação ambiental, educação e participação social. O último painel do dia foi dedicado à Ecologia Integral a partir da perspectiva da Igreja Católica, reunindo representantes da Diocese de Sete Lagoas, da Cáritas e da Comissão Episcopal Regional para a Ecologia Integral e Mineração da CNBB Leste 2.

A programação do sábado foi encerrada com uma apresentação musical de Sol Bueno e, posteriormente, uma confraternização no Centro Pastoral Nossa Senhora do Carmo.

O encerramento do seminário ocorreu no domingo, 20 de setembro, na Serra de Santa Helena, com uma celebração religiosa realizada pela manhã.


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Integração entre bacias

Ao reunir representantes de diferentes instituições e áreas de atuação, o seminário colocou em diálogo experiências relacionadas à gestão das águas, conservação ambiental, cultura, educação ambiental e participação comunitária. A presença dos Comitês dos rios Pará e das Velhas também reforçou a perspectiva de integração entre territórios que compõem o Alto São Francisco.

Para o CBH do Rio Pará, a participação no encontro se relaciona à atuação do Comitê na construção de uma gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos, em diálogo com diferentes setores e conhecimentos presentes na bacia.

O seminário foi uma iniciativa da Diocese de Sete Lagoas, por meio da Cáritas Diocesana, do Núcleo Eclesial de Ecologia Integral e da Comissão Episcopal para a Ecologia Integral e Mineração da CNBB Leste 2, em parceria com os Comitês das Bacias Hidrográficas dos rios Pará e das Velhas, o Instituto Estadual de Florestas, o Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato, a Urbanes Parques e outras instituições.

Transparência institucional

Esta publicação decorre do dever de transparência da administração pública e apresenta, de forma objetiva, informações sobre atividade ordinária da rotina institucional do CBH do Rio Pará, em conformidade com as orientações vigentes para o período eleitoral.


Assessoria de Comunicação do CBH do Rio Pará:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Luiz Ribeiro
*Fotos: Rogério Alves

Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará

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