Dias consecutivos de chuva aumentam nível dos rios da bacia do Pará; cidades entram em alerta

23/01/2026 - 16:06

Em Divinópolis, maior cidade da bacia do Rio Pará, a Defesa Civil monitora de perto o nível dos rios e córregos que cortam o município. O Itapecerica, um dos principais afluentes do Rio Pará, está mais de 40cm acima do leito normal, de acordo com a medição feita diariamente pela Defesa Civil. Nesta sexta-feira (23), a cidade caminha para sete dias de chuva praticamente ininterrupta.


A prefeitura afirma que a cidade segue em alerta, porque há previsão de mais chuvas intensas nos próximos dias. O volume acumulado no mês de janeiro passa de 230 mm, segundo a Defesa Civil. Até o momento, não há registro de transbordamento dos rios na cidade. Em Divinópolis, o Rio Itapecerica é responsável pelo abastecimento de cerca de 80% de toda a população e, o Rio Pará, é responsável pelos demais 20% – ambos estão com a vazão de água mais intensa, graças à chuva deste mês.

Segundo a Defesa Civil de Divinópolis, a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) que atua sobre a região Centro-Oeste de Minas Gerais deve manter o tempo instável nos próximos dias. “A previsão para os próximos dias indica que o cenário não muda. Entre sexta (23/1) e sábado (24/1), a manutenção da Zona de Convergência do Atlântico Sul continuará favorecendo a ocorrência de chuvas, com volumes estimados entre 80 e 100 milímetros para a região de Divinópolis, o que mantém o risco de transtornos elevado”, afirma o órgão.

Reflexos em toda a região

Outras cidades da bacia do Rio Pará também percebem o aumento do nível do rio, como é o caso de Carmo do Cajuru, Conceição do Pará e Pompéu. A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) informou que, “no Rio Pará, a captação de água para abastecimento da população opera por fio d´água, dispensando o uso de barragens”. A empresa esclareceu ainda que “monitora continuamente o nível do rio e que, apesar da chuva, o nível segue dentro da média para esta época do ano”.

Em Pompéu, já próximo da foz do Rio Pará, o volume de água subiu bastante em razão das chuvas. “Observa-se, de forma geral, uma resposta positiva dos cursos d’água, com elevação dos níveis dos rios e aporte aos reservatórios, o que indica um início de recomposição das vazões após períodos prolongados de estiagem. No entanto, ressalta-se que esse alívio não elimina a necessidade de uma gestão cuidadosa e contínua dos recursos hídricos, uma vez que a regularização das vazões depende não apenas das chuvas, mas também da conservação das áreas de recarga, das nascentes e das matas ciliares”, comenta Larissa Reis, diretora de meio ambiente da Prefeitura de Pompéu e Secretária-Adjunta do CBH do Rio Pará.


Assessoria de Comunicação do CBH do Rio Pará:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Henrique Ribeiro
*Foto: Divulgação

Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará

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