Oficina marca fim das obras do Programa de Conservação Ambiental e Produção de Água em Carmo do Cajuru

23/03/2026 - 10:00

Produtores rurais da microbacia do Sapé, em Carmo do Cajuru, participaram no último sábado (21) da 4ª Capacitação em Educação Ambiental promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará (CBH do Rio Pará) na região. A iniciativa faz parte das atividades do Programa de Conservação Ambiental e Produção de Água do Comitê e teve como tema “O Caminho para o Desenvolvimento Rural Sustentável”.


O encontro, realizado no povoado de Santo Antônio da Serra, também conhecido como Jacuba, marcou o encerramento das obras do Programa de Conservação Ambiental e Produção de Água na microbacia. Ao todo, 60 produtores rurais foram beneficiados pelas intervenções, realizadas na microbacia do Sapé. Durante a oficina, o geólogo Sófocles Assis, que faz parte da equipe da Embaúba, empresa responsável pela execução das intervenções em Carmo do Cajuru, fez um balanço do trabalho realizado na região. “A execução das obras começou em 2024. Ao todo, o contrato teve um ano para implantação das intervenções e, depois, o mesmo período de monitoramento e avaliação das obras. Na microbacia do Sapé, o programa construiu 38 mil metros de cercamento, 1.400 metros de terraceamento, além de 125 barraginhas, 46 bebedouros para animais e, um dos destaques foi a implantação de sete sistemas agroflorestais em uma área de 1.2 hectares”, destacou Sófocles.

Além disso, em Carmo do Cajuru, com o Programa, o CBH do Rio Pará financiou a construção de 11 fossas biodigestoras, 26 bacias de evapotranspiração e 54 círculos de bananeira. As intervenções têm como objetivo melhorar a quantidade e a qualidade da água disponível na região. As obras foram executadas nos povoados de Santo Antônio da Serra, Olhos de Santo Antônio e Serrinha. Ao todo, o Comitê investiu quase R$ 2 milhões para financiar as obras em Carmo do Cajuru.

Durante o evento em Carmo do Cajuru, o presidente do CBH do Rio Pará celebrou a entrega das obras. “Para mim, este momento de encerramento das intervenções é motivo de muita alegria, a coroação histórica do trabalho do Comitê da Bacia do Rio Pará. Participei diretamente da criação desse Programa e, hoje, com as obras concluídas em Carmo do Cajuru, queremos mostrar pra sociedade que existem soluções possíveis para aliar agricultura sustentável e preservação ambiental. É possível lidar com a conservação do meio ambiente, sem abrir mão da produtividade. E o Comitê tem essa missão, de mostrar que as coisas funcionam, desde que haja um trabalho conjunto e contínuo”, comentou José Hermano Franco.


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Benefícios permanentes

Como parte do Programa executado em Carmo do Cajuru, foram instalados cinco pontos de monitoramento da qualidade da água, abrangendo os córregos Sapé, Açude, Angicos e Fazenda, afluentes do Rio Pará.

Durante o encontro, os produtores rurais da região disseram que já observaram melhora significativa no volume e na qualidade da água. Júlio César Gomes, dono de uma propriedade de 13 hectares na comunidade Olhos d´Água de Santo Antônio da Serra, foi beneficiado com a implantação de um Sistema Agroflorestal, construção de cercas e de um círculo de bananeira. Ele diz que no dia a dia no campo já pode notar os benefícios da iniciativa. “Estou muito satisfeito com o que foi feito e sei que a partir de agora nós é que vamos ter que trabalhar, enquanto multiplicadores, para manter essas melhorias a longo prazo. O objetivo até aqui foi alcançado, mas para cuidar do nosso meio ambiente e usufruir desses benefícios a longo prazo, temos que nos unir e trabalhar em prol da natureza também”, destacou.

Com a conclusão das obras e realização das oficinas para capacitar os moradores da comunidade a manterem as intervenções, o objetivo é que os benefícios para a região sejam permanentes. “Hoje, encerramos nosso trabalho com chave de ouro. Apesar de ainda ser recente para mensurarmos os efeitos na qualidade da água, o monitoramento feito durante o programa já constatou uma diminuição na quantidade de coliformes na água e eu acredito que as intervenções, como as fossas biodigestores e os círculos de bananeira, contribuíram bastante para isso. E muitos produtores, que não foram beneficiadas nesta etapa do programa, já estão nos procurando interessados em participar, porque viram que é possível conservar o meio ambiente e manter a produtividade a partir de uma agricultura sustentável”, finalizou Dalmy Ramos, responsável pela Embaúba.


Quer saber mais sobre o Programa de Conservação Ambiental e Produção de Água do CBH do Rio Pará? Assista ao vídeo:


Assessoria de Comunicação do CBH do Rio Pará:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Henrique Ribeiro
*Fotos: Udner Rios

Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará

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